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O Prompt do Pré-Morte: mate o projeto antes de gastar (Gary Klein, HBR 2007)

Perguntar 'o que pode dar errado?' devolve uma lista morna de riscos genéricos, porque apontar problema em projeto novo soa como estar contra o projeto. Gary Klein propôs a inversão na Harvard Business Review em 2007: declare que o projeto já fracassou e peça a história de como aconteceu. Prever risco é opinião; explicar fracasso é investigação — e explicar é muito mais fácil que prever.

O Prompt do Pré-Morte: mate o projeto antes de gastar (Gary Klein, HBR 2007)

O prompt

Estamos 12 meses à frente. O projeto que vou descrever FRACASSOU COMPLETAMENTE. Não foi um resultado morno — foi um desastre, com dinheiro perdido e tempo jogado fora.

Sua tarefa não é avaliar se vai dar certo. Não me pergunte se tenho certeza. É escrever a história de como fracassou.

O PROJETO: [DESCREVA — o que é, quanto custa, quanto tempo leva, quem está envolvido, o que você espera ganhar]

Me devolva:

1. AS 8 CAUSAS
   Da mais provável para a menos. Cada uma em uma frase, concreta, no passado ("o fornecedor atrasou e eu não tinha plano B" — não "problemas de fornecimento").

2. O QUE EU JÁ CONSIGO VER HOJE
   Das oito, quais já têm sinal presente AGORA, no que eu te descrevi? Cite o que na minha descrição indica cada uma.

3. O SINAL MAIS CEDO
   Para cada causa, qual é o primeiro sinal observável — aquilo que eu veria semanas antes do estrago? Precisa ser algo que eu consiga notar sem esforço especial.

4. A CAUSA QUE NINGUÉM FALA
   Qual dessas oito eu provavelmente não ouviria da minha equipe, do meu sócio ou de quem me apoia — por ser constrangedora, política ou por implicar em mim?

5. A MUDANÇA ÚNICA
   A única coisa que, se eu mudasse agora, mataria TRÊS causas de uma vez. Uma só. Diga quais três ela mata e o que ela custa.

6. O PONTO DE PARADA
   Qual seria o critério objetivo para eu cancelar esse projeto no meio sem achar que desisti cedo demais? Um número e uma data.

Não suavize. Não termine com encorajamento. Se o projeto parecer sólido, diga em uma linha — depois volte a listar as oito causas mesmo assim.

Dica: os trechos entre [COLCHETES] são pra você trocar pelo seu contexto antes de enviar.

Passo a passo (siga na ordem)

Não pule etapas. Tá escrito do jeito que você só precisa seguir.

  1. 1

    A inversão é o mecanismo inteiro. Quando o fracasso é declarado como fato consumado, o cérebro para de defender a ideia e passa a buscar causa — e explicar é muito mais fácil que prever. É a diferença entre 'esse cliente pode não pagar' e 'esse cliente não pagou, o que eu vi e ignorei?'.

  2. 2

    A instrução de não suavizar e não terminar com encorajamento não é decoração. Sem ela o modelo fecha com um parágrafo animador que desfaz o exercício.

  3. 3

    O item 4 é o que justifica fazer isso com uma IA em vez de com a sua equipe. A causa constrangedora — que implica em você — é exatamente a que ninguém verbaliza na reunião, e a que mais derruba projeto.

  4. 4

    O item 5 transforma o exercício em ação. Sem ele você termina com oito preocupações e nenhuma decisão; com ele você termina com uma mudança e três riscos a menos.

  5. 5

    O item 6 é o que salva dinheiro de verdade. Definir o critério de parada ANTES, com número e data, é o que impede a decisão de virar afundamento de custo — quando já se gastou tanto que parar parece desperdício.

  6. 6

    Use em contratação, mudança de preço, entrada de sócio, investimento em canal novo. Qualquer decisão que custe dinheiro para desfazer justifica os dez minutos.

Tags

#decisão#risco#projetos#prompts#gestão

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