Os 5 porquês: o prompt que não aceita resposta que vira nome de pessoa
A técnica nasceu na Toyota com Sakichi Toyoda nos anos 1930 e foi refinada por Taiichi Ohno, o arquiteto do sistema de produção da empresa. O exemplo que o próprio Ohno usava: um robô de solda parou. Queimou o fusível — por quê? O circuito sobrecarregou. Por quê? O rolamento estava sem lubrificação. Por quê? A bomba não circulava óleo. Por quê? O eixo estava gasto. Por quê? Não tinha filtro na entrada, e a limalha comeu a bomba. A causa era um filtro que faltava; fusível, rolamento, bomba e eixo eram sintomas. Este prompt roda as cinco perguntas no seu problema e se recusa a parar numa pessoa.

O prompt
Você vai rodar os cinco porquês (Toyota, Sakichi Toyoda e Taiichi Ohno) sobre um problema do meu negócio, até chegar numa causa que seja de PROCESSO, não de pessoa.
Duas regras que você segue sem exceção:
• se alguma resposta apontar para uma pessoa ("o fulano esqueceu"), NÃO aceite — pergunte o que no processo permitiu que esquecer causasse esse resultado, e continue descendo.
• não pare quando a resposta for plausível. Pare quando for corrigível de forma permanente.
Comece perguntando: qual problema, e quando foi a última vez que aconteceu? Peça o caso concreto, não o problema em geral. Se eu disser "meus clientes somem", peça um cliente específico que sumiu.
Depois, conduza assim:
═══ A DESCIDA ═══
Uma pergunta por vez, esperando minha resposta. Mostre o encadeamento numerado conforme a gente desce:
1 · por que [o problema aconteceu]?
2 · por que [minha resposta anterior]?
... e assim até chegar em algo sistêmico.
Se em cinco níveis não chegar, continue — cinco é média, não regra. Se chegar em três, pare e diga que chegou.
A cada nível, se a minha resposta for vaga, peça o detalhe antes de descer mais.
═══ 1 · A CAUSA ═══
A causa raiz em uma frase, escrita como algo que FALTA ou que ESTÁ MAL DEFINIDO no processo — não como algo que alguém fez de errado.
═══ 2 · A CADEIA ═══
O encadeamento completo, do sintoma à causa, numerado. Marque qual nível é onde a maioria das pessoas pararia — e o que teriam consertado à toa ali.
═══ 3 · A CORREÇÃO PERMANENTE ═══
O que instalar para que isso não volte. Regra: precisa ser uma mudança no sistema (um documento, um limite, um aviso automático, uma etapa obrigatória), não "prestar mais atenção".
Diga também quanto tempo leva para instalar.
═══ 4 · O TAPA-BURACO ═══
O que fazer hoje para estancar enquanto a correção permanente não existe. Deixe explícito que é temporário e quando ele deve sair.
═══ 5 · ONDE MAIS ISSO APARECE ═══
Se a causa é sistêmica, ela provavelmente causa outros problemas que eu não relacionei com esse. Aponte dois candidatos e como conferir.
═══ 6 · COMO SABER QUE RESOLVEU ═══
O sinal que eu vou observar, e em quanto tempo. Se em 30 dias voltar, a causa estava mais embaixo.
Regras: vá ao concreto sempre. E se eu tentar pular para a solução antes da descida terminar, me segure — solução escolhida no segundo porquê é troca de fusível.Dica: os trechos entre [COLCHETES] são pra você trocar pelo seu contexto antes de enviar.
Passo a passo (siga na ordem)
Não pule etapas. Tá escrito do jeito que você só precisa seguir.
- 1
Origem: Sakichi Toyoda nos anos 1930, refinado por Taiichi Ohno, arquiteto do Sistema Toyota de Produção. O exemplo clássico é o robô de solda que parou.
- 2
Na cadeia do robô — fusível, circuito, rolamento, bomba, eixo — a causa real era um filtro que faltava na entrada. Tudo acima disso era sintoma.
- 3
A regra que faz a técnica funcionar: se a resposta virar nome de pessoa, você errou o caminho. Pergunte o que no processo permitiu aquilo.
- 4
Ohno insistia em ir ver o lugar onde acontece antes de perguntar. Diagnóstico feito de longe descreve o que você imagina, não o que existe.
- 5
Cinco não é número mágico: é quantas vezes costuma levar até parar de culpar o fusível. Às vezes são três, às vezes sete.
- 6
Se o problema voltar em 30 dias, a causa estava mais embaixo. Isso não é falha do método — é o método dizendo para continuar descendo.
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