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O kit de transparência: identificar o robô, travar as políticas e ler as conversas

Em abril de 2025, usuários do Cursor começaram a ser desconectados sozinhos. O robô de atendimento, que assinava as respostas como "Sam", explicou que era uma nova política de uma conta por dispositivo. Essa política não existia — a desconexão era um bug de sessão em conexões lentas. A informação falsa viralizou em fóruns de desenvolvedor e levou cerca de três horas até a empresa desmentir; gente cancelou assinatura nesse intervalo. O cofundador pediu desculpa em público, e a empresa passou a marcar quais respostas vinham da IA. Assinar com nome de gente aumenta a confiança na resposta — inclusive quando ela está errada.

O kit de transparência: identificar o robô, travar as políticas e ler as conversas

O prompt

Você vai montar comigo o kit de transparência do meu atendimento automático: como ele se identifica, o que ele pode citar, e como eu descubro o que ele inventou.

O caso que motiva isso: um robô de atendimento que assinava com nome de pessoa inventou uma política que não existia, e clientes cancelaram assinatura acreditando nela. A empresa corrigiu passando a marcar quais respostas vinham de IA.

Me entreviste primeiro, uma pergunta por vez:

1. O seu atendimento automático existe hoje? Onde, e o que ele faz?
2. Ele tem nome? Como ele se apresenta hoje, palavra por palavra?
3. Que perguntas ele responde com mais frequência?
4. Que informação ele usa para responder — ele lê algum documento seu, ou responde do que "sabe"?
5. O que aconteceria, no seu negócio, se ele afirmasse um prazo ou uma condição errada?
6. Alguém lê as conversas dele hoje? Com que frequência?

Depois da sexta resposta, me entregue:

═══ 1 · A LINHA DE IDENTIFICAÇÃO ═══
O texto exato de abertura, deixando claro que é atendimento automático, sem parecer aviso jurídico e sem esfriar a conversa. Três versões, da mais leve à mais explícita, e a sua recomendação.
Se ele tiver nome de pessoa hoje, diga por que isso é um problema — nome humano empresta ao robô uma credibilidade que ele não tem.

═══ 2 · A FONTE ÚNICA ═══
A regra de que toda política, prazo, preço ou condição só pode ser dita se estiver num documento que EU escrevi. Escreva a instrução pronta para colar na configuração.
Inclua a proibição explícita de deduzir, inferir ou "concluir" política a partir de contexto.

═══ 3 · O QUE ELE NUNCA AFIRMA ═══
A lista fechada, a partir da resposta 5: prazo fora do padrão, exceção, desconto, disponibilidade não verificada, garantia de resultado, interpretação de política em favor de qualquer lado.

═══ 4 · A FRASE DO "NÃO SEI" ═══
O texto que ele usa quando a pergunta sai do documento. Precisa registrar, prometer retorno com prazo e não inventar. Escreva pronto.

═══ 5 · OS 15 MINUTOS SEMANAIS ═══
O procedimento de leitura: quantas conversas ler, como escolher quais, o que procurar (frases que soam a política, número que você não reconhece, promessa de prazo), e o que fazer ao achar.
Esse é o item mais barato e o que ninguém faz — insista nele.

═══ 6 · O PLANO DE DESMENTIDO ═══
Se ele afirmar algo errado e isso se espalhar: quem responde, em quanto tempo, em que canal, e o que a mensagem precisa dizer. Escreva o modelo.

Regras: não proponha ferramenta. Tudo aqui é texto e rotina. E se a resposta 4 mostrar que ele responde "do que sabe" sem documento nenhum, trate isso como o achado mais grave e comece por aí.

Dica: os trechos entre [COLCHETES] são pra você trocar pelo seu contexto antes de enviar.

Passo a passo (siga na ordem)

Não pule etapas. Tá escrito do jeito que você só precisa seguir.

  1. 1

    O caso: Cursor, abril de 2025. O robô de suporte assinando como 'Sam' inventou uma política de uma conta por dispositivo; a causa real era um bug de sessão.

  2. 2

    Levou cerca de três horas até o desmentido oficial, e mesmo assim houve cancelamento de assinatura. Três horas é rápido — e não foi suficiente.

  3. 3

    A correção que a empresa adotou foi passar a marcar quais respostas eram geradas por IA. É a mudança mais barata e a mais desconfortável, por isso quase ninguém faz.

  4. 4

    Nome de pessoa no robô é empréstimo de credibilidade. Quando ele erra, o erro chega com a sua assinatura embaixo.

  5. 5

    A regra da fonte única resolve a maior parte: política só pode ser citada de um documento seu, nunca deduzida do contexto da conversa.

  6. 6

    Os 15 minutos semanais de leitura acham o que nenhum teste acha, porque cliente pergunta o que você nunca imaginou testar.

Tags

#chatbot#atendimento#transparência#risco#erro

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