O CRM que se preenche sozinho: o caminho de instalação e as 4 regras que impedem a IA de inventar dado de cliente
O **trycompai/crm** (licença MIT, **11.092 estrelas** em 06/10/2026) é um CRM de código aberto cujo agente lê os e-mails e reuniões da própria empresa e preenche a ficha do cliente sozinho. O que o torna confiável não é o que ele faz — é o que ele é **proibido** de fazer: nenhuma ferramenta aceita "nota de confiança", só entra no cadastro o que foi observado numa fonte primária, e **quando duas fontes discordam o campo fica em branco** para um humano decidir. Aqui vão a frase que instala o projeto, o caminho real de instalação e as 4 regras em português, prontas para colar em qualquer agente seu.

O prompt
Set up trycompai/crm — install the dependencies, start Postgres, create my .env, and tell me which keys I still need.
Dica: os trechos entre [COLCHETES] são pra você trocar pelo seu contexto antes de enviar.
Passo a passo (siga na ordem)
Não pule etapas. Tá escrito do jeito que você só precisa seguir.
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Essa frase acima é a que o próprio projeto entrega no site trycrm.ai. Ela é para um agente de CÓDIGO, que mexe em arquivos na sua máquina — Claude Code, Cursor ou Codex. Não funciona no ChatGPT ou no Gemini do navegador, que não instalam nada. Cole numa pasta vazia e o agente faz a instalação e te diz o que falta.
- 2
O que precisa estar na máquina antes: Bun (um comando no PowerShell, sem WSL) e Docker, que sobe o Postgres.
- 3
Para ENTRAR no sistema é obrigatório criar um cliente OAuth no Google Cloud Console e habilitar as APIs do Gmail e do Calendar — não existe login por senha. Sem isso o app sobe e mostra uma tela dizendo que ninguém pode entrar.
- 4
O programa é de graça (MIT). O que custa é o modelo de IA que trabalha em cima: ele usa o Vercel AI Gateway, com um modelo pequeno escolhido de propósito para sair barato. Para usar é preciso cadastrar forma de pagamento no provedor.
- 5
Repositório: https://github.com/trycompai/crm (o branch padrão é o `release`, não o `main`)
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REGRA 1 — a IA nunca dá nota de confiança para si mesma. Ela relata o que viu e onde viu; quem pesa a evidência é a regra, não ela. No arquivo: "You never set a confidence. You report what you saw, and the ledger prices it."
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REGRA 2 — diga onde procurar, nunca o que ele vai encontrar. Em vez de perguntar o nome de alguém, entregue as pistas que você já tem (o e-mail, a empresa, o domínio) e exija que a resposta venha de onde está escrita.
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REGRA 3 — comece pelo que já é seu. Se o cliente te respondeu um e-mail, aquela resposta prova quem ele é, de graça. E a assinatura no pé do e-mail acerta o cargo mais que o LinkedIn, porque a pessoa troca a assinatura na semana em que é promovida.
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REGRA 4 — contradição não é meia verdade. Se duas fontes discordam sobre o mesmo cliente, o campo fica em branco e um humano decide. E no resumo do cliente: se saiu um adjetivo sobre a pessoa em vez de um fato do trabalho dela, apague a frase.
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Ressalva honesta: o último commit humano do projeto é de 02/09/2026. Ele tem 11 mil estrelas e 50 issues abertas, mas não está em desenvolvimento ativo. As 4 regras acima valem para qualquer agente seu, independente desse projeto.
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